A “PAPA BANANA” AMÁLIA CURVO DE CAMPOS

HISTÓRIAS DA VIDA

Amália Curvo de Campos nasceu em 15 de Janeiro de 1925, na localidade rural de “Jacundá”, pertencente ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Filha de Francisco Alberto Curvo e Benedita Bernadina Cunha Curvo, neta de Ana Antônia Curvo e João Alberto Curvo e de Felipe Vieira da Cunha e Ana Rita da Cunha. Foram seus padrinhos de batismo Francisco Xavier de Campos, “Nhô Chico do Monjolo”, que depois viria a ser prefeito de Livramento e Ana Francisca de Campos. Lembrando que seu batismo se deu na localidade de “Lavandeira”, para onde os padres franciscanos, como Frei Francisco Herail e Berardo Mendes, sempre se dirigiam para rezar missas e ministrar sacramentos.

Dona Amália foi crismada por dona Olegária da Cunha, que, por força do destino, tornou-se sua fiel escudeira, acompanhando-a pelo resto da vida.
Aos 8 anos de idade foi para a cidade de Nossa Senhora do Livramento viver na casa de seus tios Manoel Odorico Maciel e Estevina Monteiro Maciel, onde começou a sua alfabetização. Sua primeira professora foi Antônia de Arruda, “professora Tetê”, Maria Tomich Monteiro e a diretora Maria Arlindo da Costa. Com 6 meses de estudo, já sabia ler e escrever. Sua primeira amiga foi Maria Geraldina da Silva.

Passou 4 anos em Nossa Senhora do Livramento. Mudando-se para Cuiabá, passou a morar na Rua 13 de Junho, na casa do seu tio João Lourenço de Figueiredo, pai de Cesário Neto e Guilhermina de Figueiredo (professores de renome em Cuiabá).

Estudou na Escola Barão de Melgaço durante 3 anos, e lá concluiu o curso técnico em Enfermagem, para servir em Livramento, sua terra natal.
Após concluir o curso, foi morar na casa de seus parentes Licinio Monteiro da Silva e Isabel de Arruda Monteiro da Silva “dona Bebé”, na proximidade do porto, em Várzea Grande, onde conheceu seu futuro marido.

Casou-se no ano de 1944, com Julio domingos de Campos. “Seo Fiote”, também de família tradicional livramentense, filho de Veríssimo Domingos de Campos e de Porfíria Paula de Campos. Dessa união conjugal nasceram dez filhos: Doralice, Julio, Circe, Juraci, Jaime, João, Ivete, Benedito, Marilene e Márcia.

Compraram uma casa na Avenida Couto Magalhães, fundaram um “bolicho”, batizado de ‘A Futurista”, e progrediram na vida profissional trabalhando no comercio. Essa casa foi berço de nascimento dos seus nove filhos e de mais três adotivos.

Na década de 50, dona Amália Curvo acompanha e vê seu marido, Julio Domingos de Campos, assumir a Prefeitura de Várzea Grande, como 3.º prefeito eleito após a criação do município, por mais de um mandato.

O que muitos não sabem, e que merece ser destacado, é que Julio Domingos de Campos, o “Seo Fiote”, entrou para a política através e/ou influenciado por dona Amália Curvo, uma vez que era ela quem convivia no seio de famílias que sempre estiveram envolvidas com essa arte em Mato Grosso, como Licínio Monteiro da Silva, Emiliano Monteiro da Silva, José Monteiro de Figueiredo (“Dr. Zelito”), Sebastião Monteiro da Silva (“Bastico”), e tantos outros.

Quando então primeira dama do município de Várzea Grande, construiu o Posto de Puericultura hoje denominado Postão. Dedicou 18 anos de trabalho pela saúde do povo várzea-grandense. 

Como dona Amália era da área de saúde, seu grande sonho foi realizado. Seguindo seus passos, dois de seus filhos se formara: um médico (João Francisco de Campos) e outra farmacêutica bioquímica (Márcia Campos).

Mas foi na política que ela se realizou plenamente, pois quatro dos seus filhos, seguindo exemplo do pai, concorrem a eleições político-partidárias, vencem e chegam a ocupar cargos mais relevantes do cenário político – administrativo do Estado de Mato Grosso, como foi o caso de Julio José de Campos (prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador, senador da republica e conselheiro do tribunal de contas do estado); Jayme Veríssimo de Campos (prefeito de Várzea Grande por três mandatos, governador do estado e senador da republica), Benedito Paulo de Campos (prefeito de Jangada e secretário de Estado de Cultura); Márcia Campos (vereadora por Cuiabá).

Dona Amália Curvo de Campos se orgulha muito da sua origem livramentense e se diz uma vitoriosa por ter vencido todas as adversidades da vida e de ter constituído uma família digna, laboriosa e honrada.

Hoje, dona Amália Curvo, bastante lúcida e ativa, se gaba de ter 24 netos, 7 bisnetos e 14 irmãos. Sempre que pode, arruma um tempo para cuidar de seus parentes e amigos, já que ela é bastante ligada a família e o faz com muita satisfação e alegria. 

Amália Curvo de Campos é, sem duvida, uma das “papa bananas” mais determinadas da história recente de Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso e, quiçá, do Brasil. Um exemplo de vida, liderança, sensibilidade e de realização pessoal.

Extraído do Livro “Papa-bananas Ilustres: Síntese Biográfica”. De autoria do Professor Honório laucidio Galvão.

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