A Sibila

A minha avó era analfabeta. Nascida em 1898 numa casa de lavoura farta, tão farta quão farta poderia ser uma casa agrícola das terras rudes de Ribadouro, numa aldeia perdida, entre o rio e o Montemuro. Na viragem do século, fazia férias nas praias de Espinho e, nos anos da República, casou com o meu avô, que era moço de lavoura da sua casa. Não gostava da República e, nos anos 70 (já a família vivia em Lisboa há 50 anos), eu adormecia a ouvir as suas histórias sobre os bandidos que mataram o rei. Enquanto isso, os meus pais votavam PC para a Constituinte, e os meus tios voltavam de África, com uma mão à frente e outra atrás.

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