André Ventura, cabeça de lista pela coligação Basta, coloca lugar à disposição

O cabeça de lista pela coligação Basta às eleições europeias, André Ventura, confirmou, esta terça-feira, que colocou o lugar à disposição, depois de ter faltado na segunda-feira a um debate com candidatos ao Parlamento Europeu, transmitido na RTP3, para fazer comentário desportivo num outro canal.

“Acho que a minha decisão foi a correta. Tenho compromissos profissionais que tenho de assegurar. Eu vivo disto, não sou rico. Isto é a minha profissão. Sou comentador televisivo, sou cronista de um jornal, professor universitário”, afirmou à Lusa André Ventura.

“Fui surpreendido, quer dentro, quer fora da coligação por uma vaga extraordinária de animosidade por não ter participado no debate na RTP para as europeias”, referiu, acrescentando que hoje à noite vai decorrer uma reunião com os restantes membros da coligação (Partido Popular Monárquico, Partido Cidadania e Democracia Cristã e Democracia 21) para decidir o seu futuro como candidato nestas eleições.

Apesar da contestação, André Ventura rejeitou quaisquer críticas: “Eu não coloco o Benfica acima do país, nem coloco o futebol acima do país. Eu cumpro os meus compromissos, assumo as minhas responsabilidades.”

“Não faço disto um ‘hobby’, não é um passatempo para mim. Tenho um compromisso profissionalmente, contratualmente, com uma estação”, salientou.

Na lei que estabelece o regime jurídico da cobertura jornalística em período eleitoral é referido que “órgãos de comunicação social que integrem candidatos ao ato eleitoral como colaboradores regulares, em espaço de opinião, na qualidade de comentadores, analistas, colunistas ou através de outra forma de colaboração equivalente, devem suspender essa participação e colaboração durante o período da campanha eleitoral e até ao encerramento da votação”.

André Ventura recusou ainda que o comentário desportivo entre em conflito com esta portaria.

“Interpreto a lei no sentido de que o comentário político, que pode interferir diretamente com as escolhas dos eleitores está vedado neste período e não, no meu caso, o comentário de natureza desportiva ou jurídico-penal, que é o que faço”, disse.

O presidente do partido Chega — que integra a coligação às eleições de 26 de maio com PPM, PPV/CDC e Democracia 21 — acusa também a RTP de não ter sido “capaz de assegurar a participação da coligação Basta”.

“Sou uma pessoa séria e honro os meus compromissos. Se acham que tomei uma decisão errada, amanhã dou o lugar a outro”, finalizou.

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