Atos em homenagem aos profissionais de saúde mortos pela covid conquistam adesões em todo o Brasil; vídeos e fotos

por Conceição Lemes

Nesse domingo, 21 de junho, enquanto o Brasil registrava oficialmente 1.087.304 casos confirmados e 50.671 óbitos pela covid-19, profissionais de saúde foram às ruas homenagear os colegas que já tombaram nos frontes de batalha.

O Brasil é o “campeão” mundial em mortes de médicos e enfermeiros.

Vidas roubadas pela covid-19, mas também pelos governos, em especial o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além de tratá-la como “uma gripezinha”, ignorar as evidências científicas, menosprezar as vidas perdidas,  segurar recursos para combater a pandemia, Bolsonaro jogou os seus apoiadores contra os profissionais de saúde.

Ao instigar a invasão dos hospitais de campanha, Bolsonaro pôs em risco médicos, enfermeiros, técnicos, pacientes.

Tudo com a cumplicidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Apesar dos apelos dos médicos para que se posicionassem contra as investidas de Bolsonaro, essas entidades mantiveram-se  criminosamente em silêncio, como consta na carta-manifesto deste 21 de junho.

Os atos desse domingo foram puxados pela Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMP), a Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD) e a Federação Brasileira de Enfermeiros (FNE), junto 21 entidades.

Houve atos presenciais em Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Canindé, Caruaru, Cuiabá, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Maceió, Petrolina, Recife, Salvador, São Paulo e Goiânia.

E manifestações virtuais em Campinas, Ilhabela, Itapipoca, João Pessoa, Porto Alegre, Patos, Rio  de Janeiro, Sobral, Granja, Porto Velho, Belém e estado do Paraná.

A médica psiquiatra Vera Prates, da executiva nacional da ABMMD, faz uma avaliação muito positiva dos atos nesse domingo:

Apesar das dificuldades impostas pela pandemia e necessidade de isolamento social, conseguimos realizar atos em várias cidades do país.

Cada qual, à sua maneira, encontrou uma forma para homenagear as 50 mil vítimas da covid, em especial nossos colegas profissionais de Saúde. E também nos manifestar a favor da vida e da democracia.

Em BH, optamos por uma carreata, conseguindo agregar um maior número de participantes, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas.

O ponto alto foi na praça da Bandeira.

Aí, fomos recebidos pelas torcidas organizadas e protestos antirracistas.

Nos integramos então à carreata organizada pelo Coletivo Antifascista “Não Passarás” e entidades representativas de estudantes e professores.

Profissionais de Saúde não podem ser omissos diante desta tragédia sanitária.

Nossa luta pela vida não pode se restringir às paredes de consultório e hospital, pois nos faltam equipamentos de proteção, equipamentos médicos, testes, medicamentos insumos, recursos humanos.

Há mais de 1 mês falta ministro da Saúde. E, sobretudo, tem faltado respeito com os profissionais da Saúde e com vidas humanas por parte do presidente da República.

Vai na mesma direção, a avaliação da médica radiologista Ana Amélia Ramos, coordenadora do núcleo da ABMMD no Paraná junto com Alexandre Satori. Ela também integra a executiva nacional da ABMMD:

Dá até uma esperança de ver tanta gente se manifestando, até colegas que normalmente não se alinham conosco,  frente a esse governo genocida que não valoriza a pandemia que estamos enfrentando.

ARACAJU (SE)

BELO HORIZONTE (MG)

Vídeo acima: Edição @oia.ai.o

BRASÍLIA (DF)

CAMPINAS (SP)

CANINDÉ (CE)

CARUARU (PE)

FORTALEZA (CE)

ILHABELA (SP)

ITAPIPOCA (CE)

JOÃO PESSOA (PB)

JUAZEIRO DO NORTE (CE)

MACEIÓ (AL)

PARANÁ

PETROLINA (PE)

RECIFE (PE)

RIO GRANDE DO SUL

RIO DE JANEIRO (RJ)

SALVADOR (BA)

SÃO PAULO (SP)

SOBRAL (CE)

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