Azul retomou hoje voos em Congonhas para quatro destinos

A Azul retomou hoje as atividades no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, após mais de dois meses de paralisação. De forma bem mais tímida do que antes da pandemia, a companhia irá operar em junho apenas quatro rotas partindo do terminal. Estivemos neste retorno da Azul à Congonhas a bordo de um voo até Belo Horizonte e você confere os detalhes a seguir, em texto e em vídeo.

Voo AD 4051 Congonhas a Belo Horizonte

Ao chegar ao aeroporto já é perceptível uma grande diferença. Além do baixo movimento, o uso de máscara é obrigatório para passageiros e funcionários. Todos respeitam a regra. Na área de check-in foram instaladas placas no chão que alertam o usuário para manutenção de uma distância de segurança de dois metros. Também foram colocadas placas de acrílico nos balcões para criar uma barreira entre o passageiro o atendente da companhia.

Com a pandemia e a redução de voos de todas as empresas aéreas, o aeroporto de Congonhas registrou 7.044 passageiros no mês de abril, uma redução de 99,6% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram contabilizados 1.853.952 viajantes. Já a movimentação de aeronaves teve queda de 90,3%, foram 1.722 pousos e decolagens em abril, contra 17.849 no ano passado.

Por todo o aeroporto, os monitores alertam os passageiros sobre as precauções sanitárias que devem ser adotadas para evitar a contaminação de Covid-19. Apesar da Infraero garantir que foram colocados dispensers de álcool em gel, só encontrei na porta dos banheiros. Nos balcões das lanchonetes e de check-in, há álcool em gel para o uso de todos.

Outro reflexo da pandemia no aeroporto de Congonhas é o grande número de lojas fechadas. Apesar das autoridades permitirem o funcionamento dos estabelecimentos por 4 horas diárias, a maioria das lojas ainda não retomou as atividades. Além disto, algumas fecharam as portas de vez e os pontos estão vagos.

As medidas de segurança sanitária também foram adotadas na área de raio-x com distanciamento social e bandejas higienizadas. Mas mesmo com o movimento baixo havia longas filas.

Na área de embarque as cadeiras ganharam sinalização para garantir que sempre haverá uma poltrona vaga entre os passageiros. No portão novamente o distanciamento foi adotado com sinalização no chão. Os atendentes da companhia scaneam o QR code do ticket e checam o documento, mas tudo sem tocar no celular ou no RG do passageiro. A sinalização do distanciamento segue por todo o finger até a entrada da aeronave.

Durante o voo, a Azul disponibiliza álcool em gel e lenços umedecidos com álcool que ficam à disposição na galley da aeronave. Todos os comissários utilizam máscara de proteção e o serviço de bordo continua operando, mas agora com redução de opções de bebidas e snacks. Apesar de todos os cuidados, senti falta de comunicados da companhia durante o voo sobre a pandemia. A questão da Covid-19 só foi comentada durante o final do voo num speech sobre as recomendações da Anvisa.

Na hora do desembarque, apesar do receio de todos com o coronavírus, uma antiga mania continua em alta. É só aeronave estacionar no finger que muitos passageiros se levantam e se amontoam no corredor, apesar da comissária afirmar que o desembarque seria feito por etapas. Mas mesmo com o pedido, o desembarque foi bem parecido como era antes da pandemia.

A Azul operará de Congonhas dois voos diários para o Rio de Janeiro (SDU) e Belo Horizonte (CNF). O aeroporto da capital paulista também contará com operações diárias para Recife (REC) e Cuiabá (CGB). Até 23 de março, para título de comparação, a Azul operava 21 voos diários em Congonhas.

Veja as rotas operados pela Gol e pela Latam em junho.

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