Barragem de rejeitos se rompe no Mato Grosso e deixa dois feridos

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Contenção em Nossa Senhora do Livramento foi declarada estável há cinco dias e continha rejeitos provenientes da extração de ouro


Foto aérea da barragem

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Divulgação/ANM

Barragem de de rejeitos de lavras de ouro se rompeu

Uma barragem de mineração se rompeu nesta terça-feira no município de Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso, a 40km da capital Cuiabá. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), o acidente ocorreu pela manhã e deixou dois feridos, que foram levados ao hospital. De acordo com a ANM, a declaração de estabilidade da estrutura foi entregue pela empresa responsável há cinco dias, na quarta-feira passada.

A barragem que se rompeu armazenava cerca de 582 mil m³ de rejeito proveniente da extração de ouro e tinha 15 metros de altura. Moradores da região alertaram a agência sobre o ocorrido por volta das 9h e há uma equipe do órgão no local. Foi constatado que parte do material se espalhou por uma área que varia de 1 a 2km, onde havia vegetação e um poste de alta tensão, que foi derrubado. Moradores da região ficaram temporariamente sem energia elétrica.


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De acordo com a ANM, a barragem TB01 está inserida na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e tinha baixo risco de acidente e baixo potencial de dano. De acordo com a agência, os relatórios enviados pela empresa responsável nunca reportaram qualquer anomalia e a declaração de estabilidade recém-apresentada foi assinada por responsável técnico habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/MT) e pelo proprietário da empresa.

Em relação aos danos ambientais, os técnicos contataram que os rejeitos escoaram por uma área onde havia vegetação no local. A mancha de rejeitos também derrubou um dos postes da rede de alta tensão que atende a região. A distribuidora de energia já tinha sido acionada, antes da chegada da equipe da ANM, e já havia providenciada o desligamento da rede para evitar outros acidentes.


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Ainda segundo a agência, a empresa está realizando as primeiras operações e construindo uma barreira de contenção para evitar o avanço dos rejeitos por uma área ainda maior. O empreedimento foi interditado e autuado pela AMN.

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