Bruno Aleixo chega aos cinemas em Janeiro de 2020

Bruno Aleixo, personagem humorística que surgiu na Internet em 2008, vai contar com um filme em torno da sua vida, a estrear-se no início de 2020, realizado e escrito pelos seus criadores, João Moreira e Pedro Santo.


O filme vai abordar “vários episódios” da vida da personagem ficcional, ao mesmo tempo que procura ser uma “homenagem ao cinema”, com referências à cultura pop da sétima arte, disse à agência Lusa João Moreira.

Bruno Aleixo, personagem ficcional que parece uma mistura entre um cão e um Ewok (personagem do universo dos filmes Star Wars), tem 62 anos de idade, é natural de Coimbra, com ascendência da Bairrada e do Brasil, e apareceu pela primeira vez em 2008, com vídeos publicados na Internet onde deixava vários conselhos, desde os problemas de dormir nu à necessidade de guardar bolas de naftalina para as crianças não as comerem.

Segundo João Moreira, a personagem apareceu pela primeira vez num guião escrito para o apresentador Fernando Alvim, que não chegou a ir para a frente, sendo que, depois dos vídeos publicados, acabou por contar com um programa na Sic Radical. A ideia de criar um filme com a personagem já é antiga, tendo surgido a partir de um desafio da produtora O Som e a Fúria, em 2013.

Habituado a escrever sketches curtos, João Moreira frisou que não queriam apenas “fazer um episódio grande de hora e meia” ou um conjunto de episódios, tendo o cuidado de “utilizar sempre ou quase sempre a linguagem de cinema”. O filme continua a ter referências às pequeninas coisas do quotidiano, mas centra-se mais no “imaginário comum do cinema, do que propriamente no imaginário comum popular português”.

Apesar da produção de cinema, Bruno Aleixo não ganha três dimensões e todos os bonecos — Renato, Homem do Bussaco ou o Busto — “continuam iguais a eles próprios”, mexendo, como sempre, apenas a boca e os olhos, mantendo-se de alguma forma a imagem lo-fi associada às personagens, afirmou.

Com mais de dez anos de trabalho em torno de Bruno Aleixo, João Moreira vinca que há vantagens em trabalhar durante tanto tempo a personagem, considerando que a experiência é mais “cumulativa do que repetitiva”. “As personagens, apesar de serem bonecos, têm alguma modelação, não são personagens planas. Se pedires a opinião de qualquer um dos bonecos sobre qualquer coisa, eu sei a opinião de cada um deles, tirando a do Renato, que vai atrás das modas”, conta.

O filme foi gravado entre Anadia (na Bairrada) e Coimbra, contando com a participação de atores como Gonçalo Waddington, José Raposo, Rogério Samora, Adriano Luz ou José Neto. Depois da estreia nos cinemas, o filme será adaptado para televisão, com exibição na Sic Radical.


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