César Prata e Vânia Couto celebram uma Primavera nascida de rezas e benzeduras

César Prata gosta da “ideia de ir metendo a tradição em caixinhas”, como ele já disse numa entrevista ao PÚBLICO. Já fez um disco com cantos de trabalho, reuniu romances, cantos de Natal da Galiza e de Portugal (e em 2017 fez com isso um espectáculo) e em 2018 encheu “outra caixinha” com Cantos da Quaresma, que deu origem a um disco homónimo gravado com Sara Vidal, apresentado durante a Páscoa desse ano em vários pontos do país.

Agora, o trabalho mais recente de César Prata (que o público conhece dos Chuchurumel, Assobio e Ai!, entre outros grupos e projectos) chama-se Rezas, Benzeduras e Outras Cantigas, foi gravado em parceria com a cantora e também multi-instrumentista Vânia Couto e acaba de estrear um novo single, Primavera, cujo videoclipe aqui se apresenta. Segundo a Sons Vadios, que mais uma vez é a sua editora (com apoio do Município de Trancoso), o disco recria “o mais ancestral e profundo da tradição oral, recorrendo a inúmeros instrumentos acústicos e samples de computador”, assentando num trabalho de “investigação e reinvenção etnomusicológica” entre “a antiguidade e a contemporaneidade”. Às vozes de César e Vânia juntam-se aqui vários instrumentos, quase todos tocados por ele: adufe, bandolim, bouzouki, caxixi, címbalos e taças, dulcimer, flauta, guitalele, guitarra, kalimba, laptop, programações, sanfona, sea drum, shruti box, tongue drum, ukelele e melódica (também tocada por Vânia).

Rezas, Benzeduras e Outras Cantigas, que já foi apresentado ao vivo no Teatro Municipal da Guarda, em Setembro de 2019, inclui versões de temas do cancioneiro popular tradicional (Arganil, Guarda, Pinhel, Sabugal, Trás-os-Montes) e também de orações tradicionais, como Agora e na boa hora, Benzedura da Lua, Benzedura dos olhos, Oração a Santa Bárbara ou Responso a Santo António. O single aqui apresentado, Primavera, é um tradicional de Trás-os-Montes.

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