Com Dorival Júnior, Brasileirão tem quatro demissões de técnicos em cinco rodadas; veja a lista – globoesporte.com

O Campeonato Brasileiro de 2020 não completou nem um mês e já teve quatro técnicos demitidos. Em apenas cinco rodadas, Goiás, Coritiba, Sport e Athletico fizeram mudanças nos comandos técnicos, com as saídas de Ney Franco, Eduardo Barroca, Daniel Paulista e Dorival Júnior, respectivamente.

Ney Franco e Barroca puxaram a fila das demissões no mesmo dia, 20 de agosto. Na última segunda-feira, Daniel Paulista foi desligado do cargo no Sport após a derrota para o São Paulo, pela quinta rodada. A lista se fecha nesta sexta-feira com a demissão de Dorival Júnior no Athletico.

O Goiás anunciou o desligamento de Ney Franco logo após derrota para o Fortaleza (3 a 1), na quarta rodada. Ele chegou ao clube no segundo semestre de 2018, quando o clube conquistou o acesso à elite. Antes do Fortaleza, o Goiás antes havia perdido diante do Athletico (2 a 1) e empatado com o Palmeiras (1 a 1).

Glauber Ramos, auxiliar do time sub-20 do Goiás, foi o técnico interino no clássico contra o Atlético-GO e conseguiu a vitória por 2 a 0, a primeira do clube na Série A em 2020. Na sequência, o Goiás contratou Thiago Larghi, ex-Sport e Atlético-MG.

No Coritiba, Barroca não resistiu às seis derrotas seguidas do time somada a perda da final do Paranaense para o Athletico e a sequência do Brasileirão. Ele saiu do clube junto com o diretor de futebol, Rodrigo Pastana, após a derrota para o Corinthians, por 3 a 1, e deixou a equipe na lanterna do Campeonato Brasileiro.

Nesta semana, o Coxa anunciou o retorno de Jorginho, que estreia no comando na próxima rodada, diante do Sport. Ele comandou o Coritiba na reta final da Série B do ano passado e levou o time de volta à primeira divisão. Antes da reestreia de Jorginho, o Coritiba foi comandado interinamente por Mozart, na vitória sobre o Bragantino, por 2 a 1, a primeira no Brasileiro.

Também na zona de rebaixamento, o Sport foi outro clube a demitir treinador. Daniel Paulista saiu após a derrota para o São Paulo, pela quinta rodada. Ele estava na Ilha do Retiro desde fevereiro, quando assumiu a equipe após a eliminação na primeira fase da Copa do Brasil. No mesmo dia, a diretoria anunciou a chegada de Jair Ventura, que volta a comandar um time após uma pausa de dois anos se dedicando a cursos e palestras desde a saída do Corinthians, em 2018.

Nesta sexta-feira foi a vez do Athletico. Dorival Júnior foi demitido em meio à série de quatro derrotas do Furacão. Quem assume o Athletico de forma interina é Eduardo Barros, técnico da base e que já esteve à frente dos profissionais em 2019, quando Tiago Nunes deixou o clube para acertar com o Corinthians.

Ney Franco, Eduardo Barroca, Daniel Paulista e Dorival Júnior perderam empregos no início do Brasieirão — Foto: ge

Pouco antes do início do Brasileirão, três clubes trocaram de técnico: Atlético-GO, Flamengo e Santos. No caso do Dragão, Mancini foi anunciado no final de junho e deu sequência ao trabalho que vinha sendo desenvolvido por Eduardo Souza, técnico da comissão permanente do Atlético-GO. Cristóvão Borges também comandou o Dragão na temporada, mas por apenas sete partidas – foi demitido do clube em fevereiro com apenas uma derrota e 66% de aproveitamento.

No Flamengo, a solução da diretoria para a saída de Jorge Jesus, que foi para o Benfica, foi trazer o catalão Domènec Torrent, ex-auxiliar de Pepe Guardiola. Dome estreou com derrota diante do Atlético-MG, por 1 a 0, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Por último, o Santos escolheu Cuca dois dias após demitir o português Jesualdo Ferreira. Em sua terceira passagem pelo Peixe, Cuca estava livre no mercado desde setembro do ano passado, quando pediu demissão do São Paulo.

Apenas oito treinadores permanecem desde o início da temporada

Desde que a Série A começou, somente oito times da Série não mudaram de técnico: Internacional (Eduardo Coudet), São Paulo (Fernando Diniz), Palmeiras (Vanderlei Luxemburgo), Fluminense (Odair Hellmann), Bahia (Roger Machado), Grêmio (Renato Gaúcho), Corinthians (Tiago Nunes) e Fortaleza (Rogério Ceni).

Vale destacar que Felipe Conceição chegou ao Bragantino em janeiro. O clube paulista buscava um técnico desde dezembro de 2019, quando Antônio Carlos Zago deixou o clube para assumir o Kashima Antlers, do Japão.

No caso de Fluminense, Palmeiras e Internacional, os técnicos assumiram depois do encerramento do Brasileirão de 2019: Odair Helmann (substituiu Marcão), Vanderlei Luxemburgo (Andrey Lopes) e Eduardo Coudet (Zé Ricardo), respectivamente.

As mudanças no Brasileirão 2020*

Clube Quem saiu Quem chegou
Goiás Ney Franco Thiago Larghi
Coritiba Eduardo Barroca Jorginho
Sport Daniel Paulista Jair Ventura
Athletico Dorival Júnior Eduardo Barros**

* até a quinta rodada

** técnico interino

  • Grêmio – Renato Gaúcho (18/09/2016)
  • Bahia – Roger Machado (02/04/2019)
  • Goiás – Thiago Larghi (21/08/2020)
  • São Paulo – Fernando Diniz (26/09/2019)
  • Fortaleza – Rogério Ceni (29/09/2019)
  • Corinthians – Tiago Nunes (07/11/2019)
  • Fluminense – Odair Hellmann (11/12/2019)
  • Palmeiras – Vanderlei Luxemburgo (15/12/2019)
  • Internacional – Eduardo Coudet (16/12/2019)
  • Coritiba – Jorginho (21/08/2020)
  • Athletico – Eduardo Barros (interino)
  • Bragantino – Felipe Conceição (27/01/2020)
  • Botafogo – Paulo Autuori (12/02/2020)
  • Sport – Jair Ventura (25/08/2020)
  • Atlético-MG – Jorge Sampaoli (01/03/2020)
  • Ceará – Guto Ferreira (18/03/2020)
  • Vasco – Ramon Menezes (30/03/2020)
  • Atlético-GO – Vagner Mancini (25/06/2020)
  • Flamengo – Domènec Torrent (31/07/2020)
  • Santos – Cuca (07/08/2020)

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