Coronavírus: medidas mínimas

Por razões diversas, as autoridades de cada país, menos ou mais atingido, têm de decidir o que fazer. Ainda nesta madrugada, de quarta-feira para quinta-feira, ouvi a conferência de imprensa de Donald Trump, rodeado do seu vice-presidente, do secretário (ministro da Saúde) e de vários cientistas. Em Portugal têm existido opiniões diversas, desde especialistas a leigos, sobre o que é expectável das autoridades.

Tenho uma experiência mínima sobre o funcionamento do nosso sistema de saúde, pelos seis anos em que estive como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Mas não abordo este assunto por ter menos ou mais experiência ou conhecimentos. Falo enquanto cidadão português com a preocupação de contribuir para que tudo corra o melhor possível. Nestas matérias, não pode nem deve haver luta entre Governo e oposição. Todos devem unir esforços. Se alguém pensar o contrário, tem a minha discordância.

Em Portugal, nesta altura, penso que há duas medidas que, para além de outras, têm de ser levadas a cabo e devidamente divulgadas. A primeira delas é a de fazer o controlo e o possível rastreamento dos passageiros que chegam, sobretudo em avião, das zonas mais afetadas. A segunda é a de adaptação de centros de saúde a unidades especializadas neste domínio, e para onde devem ser encaminhados todos os que exijam atendimento e observação especiais, pelos sintomas que tenham e/ou sítios por onde tenham viajado. Sem querer entrar em detalhes, julgo que dois centros no Norte, dois no Centro, dois no Sul, dois em Lisboa, dois no Porto, seria o adequado. Pelo menos um, em cada uma dessas áreas. Nas Regiões Autónomas, pelo menos um em cada, embora não esqueçamos a realidade arquipelágica, principalmente dos Açores.

Há medidas que, pelos efeitos que produzem nas pessoas, são absolutamente indispensáveis.

Estas medidas, para além das suas vantagens e do que podem prevenir, evitar ou proporcionar, têm o grande efeito de dar alguma tranquilidade à população.

Sabemos que não é possível controlar tudo e todos e que haverá muito a ser feito que não é do conhecimento público. Mas há medidas que, pelos efeitos que produzem nas pessoas, são absolutamente indispensáveis. Tornam necessário mobilizar seja que recursos forem, humanos e financeiros. Em tempos de ameaça grande, tem de ser assim.

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