Costa ironiza sobre o julgamento de Tancos: “[Parece que] o verdadeiro crime é a recuperação das armas. É tal a originalidade da narrativa”

Ricardo Araújo Pereira introduziu, na última edição do programa de humor “Isto é Gozar com quem Trabalha”, o julgamento de Tancos como se fosse um assunto de cultura, de teatro. “Esta é uma das fáceis. Como é que o senhor se sentiu quando a encenação do Azeredo Lopes foi premiada pela acusação do Ministério Público?”, perguntou o humorista.

“É uma felicidade a de termos de subir agora ao grande palco”, respondeu António Costa a rir. “O julgamento tem sido público, e vai continuar a ser público, mas no local próprio, o tribunal. Todos temos curiosidade, eu pelo menos tenho. Tenho de reconhecer que é um argumento muito original: o crime verdadeiramente grave não foi o roubo das armas, o crime verdadeiramente grave foi recuperar as armas. É tal a originalidade da narrativa… Estou curiosíssimo para ver esse julgamento. Felizmente vai chegar à praça pública,” continuou o primeiro-ministro.

Na sexta-feira, Azeredo Lopes reagiu à decisão: “A ser verdade o que está na comunicação social, uma vez que ainda não fui notificado, é uma decisão mais do que previsível, considerando o histórico das partes processuais. Iremos a julgamento demonstrar novamente a minha inocência, como já fizemos na fase da instrução.”

Os arguidos dividem-se entre os que participaram no assalto aos paióis nacionais de Tancos na madrugada de 28 de junho de 2017 (nove suspeitos) e os que estiveram envolvidos na operação ilegal de recuperação do armamento, que foi colocado num baldio da Chamusca em outubro desse ano (catorze arguidos).

António Costa adiantou ainda que o público na fase final da Liga dos Campeões, a disputar em Lisboa, será muito reduzido.

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