Dodge sinaliza estar disponível para ficar na PGR se Bolsonaro a indicar

“Continuo a serviço da minha instituição e do meu país”, disse a procuradora-geral da República em Londres

Por Estadão Conteúdo

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18 maio 2019, 12h21

Raquel Dodge PGR

Dodge: indicada para o cargo por Temer em 2017, Raquel poderá ser reconduzida para um novo mandato de dois anos (José Cruz/Agência Brasil)

Londres – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sinalizou estar disponível a continuar no cargo caso seja um desejo do presidente da República, Jair Bolsonaro. Raquel já anunciou que não se candidatará à reeleição, mas explicou neste sábado a jornalistas que se fosse indicada por Bolsonaro, teria uma posição “bastante tranquila”.

“Continuo a serviço da minha instituição e do meu país”, afirmou, após participar em Londres do Brazil Forum UK, congresso anual realizado por estudantes brasileiros da London School of Economics (LSE) e da Universidade de Oxford. O momento atual, segundo ela, é a de respeitar a decisão que será tomada e que de acordo com Raquel, seja boa para o País.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) encerrou na última quarta-feira (15) o prazo para integrantes do Ministério Público se inscreverem como candidatos ao cargo de procurador-geral da República e Raquel não se candidatou. Seu mandato atual termina em setembro.

Indicada para o cargo em 2017 pelo então presidente Michel Temer, Raquel Dodge poderá ser reconduzida para um novo mandato de dois anos caso seja indicada por Bolsonaro, já que o presidente não é obrigado a escolher algum dos nomes dos candidatos. A nova eleição acontece no dia 18 de junho. Deputados do Centrão defendem que Dodge continue no cargo e temem um possível nome “linha-dura” de Bolsonaro.

Coaf

Ela também falou sobre a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia. Raquel disse acreditar que mesmo em outro ministério continuará a ser instrumento importante contra a corrupção.

Para ela, o ator mais importante a se pronunciar sobre essa questão é o Congresso Nacional. “O Coaf poderia ser mais eficiente estando em outro ministério? Poderia. Mas acho que vai continuar dando a resposta necessária onde quer que esteja para que os atores do sistema de Justiça possam fazer as investigações decorrentes”, afirmou.

Na opinião da procuradora, o órgão estaria mais bem instalado na pasta da Justiça porque teria mais aporte estrutural e mais foco dentro das questões que estão ligadas ao combate à corrupção. “Mas nada do que uma boa conversa com o ministro da Economia (Paulo Guedes) não possa resolver”, considerou.

Não há dúvidas, de acordo com Raquel, de que o mais importante feito até agora tenha sido a criação do Coaf, um conselho destinado a lutar contra a corrupção. Ela disse, porém, ver com cautela mudanças de instrumentos jurídicos ou de diminuição do papel de instituições que combatem a corrupção. “Se a proposta fosse extinguir o Coaf, aí eu estaria preocupadíssima”, disse.


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