Em encontro com evangélicos, Bolsonaro diz que Israel é quem decide sua capital

Denise Luna e Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2019 | 15h45

RIO – O presidente Jair Bolsonaro aproveitou um evento promovido por empresários evangélicos em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, para tocar na polêmica questão da transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, assunto levantado em discurso anterior pelo pastor Silas Malafaia, organizador do evento.

“Quem decide a capital de Israel é o seu povo, o seu governo os seus parlamentares”, disse Bolsonaro após citar a presença do ex-senador Magno Malta, afirmando que quase chorou ao reencontrar o político no evento. “Espero que nunca mais nos afastemos”, afirmou.

Voltando ao tema da sua viagem há duas semanas a Israel, o presidente disse que o Brasil tem tudo para ter o que Israel tem, mas que falta fé no País. “Vemos Israel como ele é hoje em dia. Eles não têm riqueza mineral, não têm água, biodiversidade e terras férteis, grande áreas turísticas, a não ser aquelas áreas bíblicas, e olha tudo o que temos e o que nós somos. O que nos falta é fé”, ressaltou.

Em referência a um jantar ocorrido na véspera, com embaixadores árabes, Bolsonaro fez questão de afirmar que foi um convite da ministra da agricultura e que havia falado “só dois minutos”.

“São países que mantém negócios bilionários conosco. Eu falei para eles para que esse nosso relacionamento comercial seja fortalecido e, mais ainda, que eu se transforme cada vez mais em paz, harmonia e amor. Fomos aplaudidos. Conversei com vários deles. Pelo semblante deles, não sou psicólogo, mas senti que existe sim um carinho muito grande de todos no mundo pelo Brasil”, informou.

O discurso de Bolsonaro durou cerca de 10 minutos e foi muito aplaudido pelos evangélicos, que fizeram questão de fazer uma oração antes do almoço ser servido, para dar proteção aos dirigentes do Brasil.

Além de Bolsonaro participaram do evento o governador do Rio, Wilson Witzel, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que fez questão de dizer que era o primeiro judeu a presidir o Senado Federal. “Sou o primeiro judeu no Congresso Nacional a presidir aquela casa, sou filho da terra prometida”, frisou.

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