Francisco Louçã: “O acordo deve ser uma valsa a três para maior pressão sobre o PS”

Há sabores e lugares que são uma viagem até à infância. É o caso de uma antiga geladaria na Avenida da Igreja, em Alvalade, Lisboa, onde Francisco Louçã costumava ir à saída da escola. “Era um bocadinho caro para o bolso de um estudante, mas ficou esta memória, de uma boa geladaria.” Começamos pelo acordo à esquerda com o Governo que se anda a desenhar.

Costa afirmou ao Expresso que esta é uma oportunidade única para a esquerda estar junta até 2023, em tempos de uma grave crise económica, pandémica e social. Mas o BE mostrou-se disponível apenas para um acordo de um ano. Este é o momento certo para um casamento duradouro entre o BE e o PS?

Não sei o que o Bloco decidirá e não falo em nome dele. Na minha opinião, o Governo está a subestimar a natureza e o alcance da crise que estamos a viver. Se assim não fosse, não tinha deixado sair o ministro das Finanças em julho com o argumento de que a crise era leve e não colocava desafios de maior.

Costa deveria ter segurado Centeno?

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