Jovens não reconhecem a desinformação. Responsabilidade é da escola mas não só: “muitas opiniões são transmitidas sob a forma de notícias”

5 Maio 2021 22:29

max mumby/indigo/getty images

Ler mais livros em formato impresso foi apontado como a principal solução para aprender a distinguir entre factos e opiniões, algo que metade dos alunos portugueses não sabe fazer, de acordo com um estudo da OCDE. Mas não só a escola e nem só os próprios alunos e os seus pais têm responsabilidade. “É extremamente difícil ter acesso a boa informação na Internet, até porque formatos como a notícia e a opinião estão muito diluídos”. O “ónus” também deve estar nas “instituições que regulam, ou não regulam, e nas plataformas digitais, que não estão de todo reguladas”

5 Maio 2021 22:29

Metade dos alunos portugueses não distingue factos de opiniões quando navega na Internet e, para Tiago Lapa, professor do Departamento de Sociologia do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, isso tem várias consequências, sobretudo tendo em conta o “contexto muito propício à disseminação e partilha de desinformação” em que vivemos. “O acesso à informação é uma condição essencial para o normal funcionamento das instituições democráticas e para o envolvimento político e cívico. Se houver muitos distúrbios e ruído, uma grande cacofonia, estando a informação misturada com a desinformação, isso causa vários problemas.”

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