Médica atacada por cobra mostra picadas e relata luta por sobrevivência

Médica picada por jararaca durante banho de cachoeira passou por três cirurgias e houve possibilidade de amputação. Ela agora foi diagnosticada com coronavírus

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Internada há duas semanas após ter sido atacada por uma cobra, a médica Dieynne Saugo mostrou os hematomas provocados pelas três picadas da jararaca. Ela foi atingida pelo animal durante um banho de cachoeira no Mato Grosso do Sul.

“A primeira picada foi na região submentoniana, por isso essa região está inchada e com hematoma. Em decorrência do grande edema que se formou, os médicos optaram por fazer uma cirurgia de traqueostomia, pois através do exame de tomografia constatou que havia 70% de comprometimento das vias aéreas. Após a cirurgia, tive um sangramento intenso e precisei receber transfusão sanguínea, mesmo assim não controlou. Por isso decidimos transferir para um hospital onde houvesse melhores recursos”, publicou o perfil da médica.

O incidente aconteceu no dia 30 de agosto. Há uma semana, a paciente foi transferida de Cuiabá para o hospital Albert Einstein, em São Paulo. Dieynne também testou positivo para o novo coronavírus.

“A segunda e terceira picadas foram na mão esquerda, que levou à uma síndrome compartimental com compressão dos nervos mediano, radial e ulnar. Precisei fazer fasciotomia, um procedimento cirúrgico no qual a fáscia é cortada para aliviar a pressão e tratar a perda de circulação em uma área de tecido ou músculo. A fasciotomia foi necessária para salvar o membro, pois havia o risco de necrose muscular ou até mesmo amputação. Há dois dias, fiz a cirurgia para fechamento da fasciotomia, sem complicações”, informou.

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Muitas pessoas me perguntaram onde foram as picadas, então fiz esse carrossel com fotos pra mostrar pra vocês. 👉 A primeira picada foi na região submentoniana , por isso essa região está inchada e com hematoma (1* foto). Em decorrência do grande edema que se formou, os médicos optaram por fazer uma cirurgia de traqueostomia, pois através do exame de Tomografia constatou que havia 70% de comprometimento das vias aéreas. Após a cirurgia tive um sangramento intenso e precisei receber transfusão sanguínea, mesmo assim não controlou. Por isso decidimos transferir para um hospital onde houvessem melhores recursos. 👉 A 2* e 3* picadas foram na mão esquerda, que levou à uma Síndrome compartimental com compressão dos nervos mediano, radial e ulnar. Precisei fazer fasciotomia, um procedimento cirúrgico no qual a fáscia é cortada para aliviar a pressão e tratar a perda de circulação em uma área de tecido ou músculo. A fasciotomia foi necessária para salvar o membro, pois havia o risco de necrose muscular ou até mesmo amputação. Há 2 dias fiz a cirurgia para fechamento da fasciotomia – sem complicações 🙌 As 2 últimas fotos foram tiradas hoje! Perceberam como melhorou? ☺️ “Em verdade vos digo: se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que fiz com a figueira, mas também, se disserdes a montanha: ‘Arranca-te daí e joga-te no mar’, acontecerá. Tudo o que na oração, pedirdes com fé, vós o recebeis” ( Mt 21, 21-22) Desejo a todos vocês uma FÉ INABALÁVEL 🙏 #deusébomotempotodo #deusnocomando #deusnocontrole #deusédeus #ibelieveinmiracles #milagre #meninadosolhosdedeus #abençoada #iluminada #blessed #mariapassanafrente #espíritosanto

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Detalhes do acidente

A médica Dieynne iria apresentar ao novo namorado e a um casal de amigos o lugar que ela considera um dos mais bonitos do Brasil, um parque ambiental que fica a 12 quilômetros de Cuiabá.

Para chegar até lá, é preciso encarar uma trilha de 800 metros. Além de uma escadaria com 470 degraus. O parque ficou fechado por cinco meses por conta da pandemia, era o segundo final de semana aberto a visitação quando Dieynne, o namorado e os amigos resolveram fazer o passeio. No meio do caminho, eles receberam um aviso que, até então, não parecia perigoso: turistas que vinham da cachoeira avisaram ter visto uma cobra no local.

De repente, muito rapidamente, o ataque aconteceu. “Foi desesperador porque a dor era insuportável. Meu braço começou a inchar, eu comecei a vomitar sem parar, ter hemorragia”, disse.

“Eu vi ela entrando no colete. Na tentativa de me proteger, quando eu tirei eu saí nadando, gritando”, relatou a médica, que disse ter levado a primeira picada na região do rosto. “Eu só senti ela caindo próximo do meu pescoço”.

A médica afirmou que não vê a hora de retornar para casa. Ela ainda disse que pretende volta a frequentar cachoeiras. “Eu amo a natureza. Eu amo cachoeira, não vou deixar de frequentar”, contou.

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