Neste sábado (29), diversas capitais viram palco de manifestações contra o governo

Na manhã desse sábado (29), diversos manifestantes se reuniram em cidade brasileiras para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os ativistas se reuniram em centros urbanos por todas as regiões Brasil e criticam a atuação do líder político, acusando o de ser culpado indiretamente pelas mais de 459 mil mortes da Covid-19.

Além disso, os militantes se mostraram revoltados com a lenta vacinação dos brasileiros e movimentos estudantis reclamam dos cortes orçamentários realizados em diversas universidades públicas.

Nesta semana, o deputado Anderson Moraes propôs projeto de lei que extinguiria a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o que também foi pautado nos movimentos sociais.

Manifestações por todo o Brasil

Até a publicação desta matéria, as cidades do Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Belém (PA), João Pessoa (PB), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Teresina (PI), Recife (PE), Palmas (TO), Belo Horizonte (MG), Porto Velho (RO) e São Luís (MA) se tornaram palco de manifestações.

Os movimentos foram organizados por diversas organizações como a União Nacional dos Estudantes, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Só em Belo Horizonte foram cerca de 6 mil pessoas que participaram do ato em frente ao Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade.

Apesar da ampla distribuição de máscaras e álcool em gel pelas Associação dos Professores Universitário de Belo Horizonte (APUBH), o distanciamento social não foi respeitado, porém, quase todos permaneceram com máscaras e alguns contavam face shields.

Manifestações pediram investimento social, valorização das vidas negras e vacinação

Dentro dos discursos realizados nas manifestações, foi pedido que houvesse um amplo investimento social, como o auxílio emergencial de 600 reais implementado em 2020 como uma conquista da oposição no Congresso Nacional em acordo com o Governo federal.

A falta de emprego que chega a uma taxa de 13,9%, segundo dados do IBGE referentes ao quarto trimestre de 2020, os cortes orçamentários em universidades e institutos federais que inviabilizará o pleno funcionamento dessas instituições até o final do ano, a lenta vacinação e a deflagração da CPI da Pandemia colaboram para um clima de revolta com o governo federal.

O movimento foi classificado pelos ativistas como necessário. De acordo com representantes de movimentos estudantis, o governo se tornou mais letal que o vírus e isso demanda uma ação conjunta da população para conclamar pela vacina, emprego e educação. Vale lembrar também que Bolsonaro já provocou diversas manifestações populares durante a pandemia de Covid-19.

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