Polícias que tiraram fotos explícitas do acidente de helicóptero que matou Kobe Bryant incorrem em pena de prisão

A polícia de Los Angeles confirmou que oito agentes divulgaram fotografias explícitas do acidente de helicóptero que matou Kobe Bryant, a filha Gianna e sete outras pessoas.

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As autoridades de Los Angeles pediram “silêncio” e ordenaram aos agentes da polícia que todas as fotografias do acidente fossem apagadas

ETIENNE LAURENT/EPA

As autoridades de Los Angeles pediram “silêncio” e ordenaram aos agentes da polícia que todas as fotografias do acidente fossem apagadas

ETIENNE LAURENT/EPA

“Arrasado e de coração partido”, escreveu no Twitter o xerife Alex Villanueva, referindo-se à conduta dos oito agentes envolvidos na divulgação e partilha de fotografias explícitas do acidente de helicóptero que vitimou a estrela americana, Kobe Bryant, a filha Gianna e mais sete pessoas. De acordo com o LA Times, Vanessa Bryant , a viúva de Kobe, ficou “absolutamente arrasada” pelas ações “​​deploráveis” dos responsáveis. “Partilhar fotografias do local do acidente, onde também se encontrava a filha de 13 anos do casal, é uma violação indescritível da decência humana, respeito e direitos à privacidade das vítimas e das suas famílias”, afirmou o advogado de Vanessa Bryant, Gary Robb, ”

I am devastated and heartbroken by the conduct of those first responders who had the responsibility to protect the dignity and privacy of the victims who perished in the tragic helicopter crash in #Calabasas. #SheriffV

See video from NBC Today Show: https://t.co/aXw8WpsNNF

— Alex Villanueva (@LACoSheriff) March 2, 2020

Em causa está a divulgação das fotografias do local do acidente por um agente da polícia no resturante Baja Bar and Grill, na Califórnia. Villanueva contou que este comportamento levou a que soubesse da existência das fotografias. Ainda de acordo com o LA Times, em vez de seguir os procedimentos e abrir uma investigação formal, as autoridades pediram “silêncio” e ordenaram aos agentes da polícia que todas as fotografias do acidente fossem apagadas, garantindo que, se assim o fizessem, “não haveria consequências pela possível destruição de provas”.

Perante esta acusação, Vanessa Bryant e a equipa de advogados solicitaram uma investigação interna ao departamento da polícia de Los Angeles. Nos Estados Unidos, partilhar fotografias de um local do acidente e das vítimas é um crime que pode levar à prisão perpétua. 

As autoridades não esclareceram, entretanto, quantas pessoas teriam tido acesso às imagens e se estas teriam sido divulgadas por uma fonte interna ou se a policia as teria recebido através de terceiros.

Kobe Bryant morreu aos 41 anos, a 26 de janeiro, num acidente de helicóptero que caiu numa área montanhosa da cidade Calabasas, na Califórnia. Outras oito pessoas também estavam a bordo. Sabe-se agora que, momentos depois da tragédia, o advogado Gary Robb tinha pedido por escrito à polícia de Los Angeles que o local do acidente fosse declarado como zona de exclusão aérea. A finalidade seria proteger a dignidade de todas as vítimas e familiares e, também, para que nenhum fotógrafo se pudesse aproveitar da situação.

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