Porta-voz: Bolsonaro quer “alinhamento ideológico” em novo ministro do STF

Nesta segunda, Bolsonaro voltou a mencionar o advogado-Geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, que seria “terrivelmente evangélico”

Por Estadão Conteúdo

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16 jul 2019, 07h14 – Publicado em 16 jul 2019, 07h04

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto

Jair Bolsonaro: Em maio, presidente disse que o ministro da Segurança, Sergio Moro, será indicado para uma das vagas do STF (Adriano Machado/Reuters)

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira, 15, que o presidente Jair Bolsonaro “buscará um alinhamento ideológico” ao escolher nomes para as duas vagas que serão abertas no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o seu mandato.

Em conversa com jornalistas, Rêgo Barros disse que o presidente “buscará aspectos legais” quando tiver que fazer as indicações, mas também quer pessoas com os mesmos “valores de família e contra a corrupção”. Ele foi questionado sobre a declaração do presidente de que pretende indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o posto.

“Naturalmente, (Bolsonaro) também buscará um alinhamento ideológico, que seria natural de pessoas que têm como ‘core’ do seu dia a dia os valores de família, os valores contra a corrupção, que é disso que nosso país tanto precisa”, declarou Rêgo Barros.

Em maio, o presidente disse que o ministro da Segurança, Sergio Moro, será indicado para a próxima vaga do STF. Nos últimos dias ele se comprometeu a entregar uma das vagas para um evangélico.

Nesta segunda, Bolsonaro voltou a dizer que o advogado-Geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, é um ministro “terrivelmente evangélico”. Na semana passada, o presidente sinalizou que Mendonça está em uma lista de favoritos para assumir o posto.

Damares

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou nesta segunda-feira, 15, que seria natural a indicação de um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte do presidente Jair Bolsonaro e que isso não se daria pelo aspecto religioso, e sim pela capacidade.

“Se a Suprema Corte é igualitária, representa todos os interesses, e nós nunca tivemos um ministro evangélico, por que não ter um ministro evangélico na Suprema Corte? E eu vou dizer uma coisa. É tão natural isso, tão óbvio. Os alguns candidatos que estou vendo aí, alguns são cristãos, são evangélicos. Então vejo isso com muita naturalidade”, disse Damares, durante um evento nos Estados Unidos com a comunidade evangélica.


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