Portugal tem 730 mil casas vazias. É o país da OCDE com mais casas por habitante

Rui Costa tem quatro apartamentos no bairro da Mouraria, em Lisboa. Alugava-os a turistas até à chegada da covid-19, ficou meses sem negócio, começou agora uma recuperação residual. Tem algo a dizer sobre o despejo do grupo social Seara de um prédio vazio em Arroios no passado dia 8, mas faz uma ressalva: “A minha opinião sobre o que aconteceu não é enquanto proprietário, mas enquanto cidadão. Com a posse de património deve vir a responsabilidade de o ocupar. Neste caso, faltou sensibilidade aos donos do prédio. E o teor do projeto, sobretudo agora, torna isto ainda mais difícil de aceitar.”

O coletivo que presta apoio a pessoas sem-abrigo ocupou o prédio em meados de maio, com conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa. “Neste caso, tal como em relação a todos os que têm acontecido, o cerne da questão é o respeito pelo direito da propriedade dos outros e não apenas o respeito pelo direito da nossa própria propriedade”, explica ao Expresso António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários. Na opinião de Rui Costa os direitos podem entrar em conflito e sobreporem-se uns aos outros. E aqui o direito à habitação devia ter prevalecido.

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