RBR explica aposta de largar com pneus duros, que se mostrou crucial para vitória de Verstappen – globoesporte.com

Apesar de ter sido no domingo que Max Verstappen cruzou a linha em primeiro para vencer o GP dos 70 anos da F1, foi ainda na classificação, no sábado, que o triunfo da RBR começou a ser construído. Isso porque o time austríaco foi o único dos que estavam no top 10 no grid a apostar em uma largada com pneus duros, o que se mostrou crucial para que o holandês e a equipe dominassem a rival Mercedes durante toda a corrida.

– Achamos que para vencer a Mercedes precisávamos de algo diferente. E começar com os pneus duros, os médios da semana passada, foi um fator crucial. Ficamos surpresos de ser o único time a tentar isso no Q2. Fizemos algumas simulações que nos trouxeram os riscos e a recompensa. E sentimos que se fizéssemos o mesmo que a Mercedes, de olho na performance da semana passada, terminaríamos a corrida com o mesmo resultado – explica Christian Horner, chefe da equipe.

Vale lembrar que, para a corrida dos 70 anos da F1, a Pirelli trouxe compostos mais macios (duros C2, médios C3 e macios C4) que os usados no GP da Inglaterra (duros C1, médios C2 e macios C3), corrida realizada na mesma pista, mas uma semana antes.

Logo, os compostos duros deste fim de semana eram os médios da primeira corrida em Silverstone. E, curiosamente, a Mercedes, que havia adotado a estratégia vencedora da RBR naquela ocasião, optou por largar com pneus mais moles neste domingo, adotando uma tática mais conservadora.

Horner admite que, entre os riscos apresentados com a aposta de partir com os duros, além da questão óbvia se se ter menos aderência nas primeiras voltas em relação a um pneus mais macio, estava a possível entrada do safety car que, dependendo do momento da corrida, poderia jogar o plano por água abaixo.

– Então, pelo menos em teoria, se usássemos os duros (para a melhor volta do Q2 e, consequentemente, na largada) e houvesse um safety car na parte final da corrida, teríamos a vantagem de mais aderência, mas acabamos tendo um ritmo forte durante toda a corrida. Os riscos eram grandes, porque se tivéssemos uma safety car em outros momentos, poderíamos acabar em uma posição indesejada, mas não temos bola de cristal. Foi uma aposta boa de se fazer que acabou nos recompensando – analisa.

Verstappen à frente de Bottas durante o GP dos 70 anos da F1 — Foto: Getty Images

Mas não foi só a aposta de largar com compostos duros que acabou se mostrando surpreendentemente correta. Um outro fator surpresa também foi essencial para o triunfo: o ritmo dominante do carro da RBR sem o desgaste excessivo da borracha dos pneus Pirelli, que acabou afetando muito mais as Mercedes de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.

Mas, definitivamente, nosso ritmo foi mais forte do que na semana passada em comparação à Mercedes. Claro que as condições (climáticas) eram diferentes, as pressões dos pneus eram diferentes. Então precisamos entender os dados de telemetria porque tivemos um carro dominante que nos possibilitou andar mais tempo com um ritmo forte. Mas tudo isso só foi possível pela forma como Max gerenciou os pneus e por causa do ritmo que tínhamos no carro.

Equipe RBR comemora vitória de Max Verstappen logo após o holandês cruzar a linha de chegada — Foto: Mark Thompson/Getty Images

Com estratégia e pilotagem perfeitas, Max Verstappen venceu neste domingo o GP dos 70 anos da Fórmula 1, em Silverstone (Inglaterra). O holandês da RBR foi o único dos ponteiros a largar com pneus duros, acompanhou Valtteri Bottas e Lewis Hamilton nas primeiras voltas, assumiu a liderança com as paradas dos pilotos da Mercedes e, depois da primeira troca, recuperou logo a ponta com os pneus médios. Depois, Max liderou a prova até a bandeirada, mas ainda teve de trabalhar bastante.

Verstappen fez a segunda troca de pneus junto a Bottas para evitar ser superado na sequência, enquanto Hamilton estendeu sua permanência na pista até a volta 41. O inglês caiu para quarto, mas, com pneus novos, passou Charles Leclerc para ficar em terceiro e imprimiu um ritmo fortíssimo nas voltas finais. Até fez a melhor volta e passou Bottas para ficar em segundo, mas não teve tempo para atacar Verstappen, que impôs à Mercedes a primeira derrota em 2020.

Na classificação do campeonato, Hamilton segue na liderança, com 107 pontos, 30 a mais do que o novo vice-líder Verstappen. Bottas caiu para terceiro na tabela, com 73 pontos, enquanto Charles Leclerc, com o quarto lugar deste domingo, ocupa a mesma posição no Mundial, com 45 pontos.

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