Submarino transportava 152 fardos de cocaína e foi abandonado pelos tripulantes

Quatro dias depois de ter sido intercetado na Galiza, o primeiro submarino “correio de droga” da história do narcotráfico na Europa, foram conhecidos os números reais da operação: transportava 152 fardos de cocaína, num total de três toneladas, conforme a estimativa inicial.

O ministério de Hacienda (Finanças) espanhol emitiu, esta quarta-feira, o primeiro comunicado de imprensa oficial sobre o caso, em que informa que o submarino já foi reflutuado, inspecionado e que a droga foi extraída pelas autoridades espanholas.

A nota adianta que a investigação para determinar a origem e destino exatos da mercadoria prossegue, assim como as buscas para capturar o terceiro tripulante, que conseguiu escapar. Dois, de nacionalidade equatoriana, foram detidos, depois de terem afundado e abandonado o submarino, ao verem frustrada, devido ao mau tempo, a entrega da droga a uma embarcação no mar. Na operação que levou à sua interceção, estiveram envolvidas polícias do Reino Unido, Portugal, Estados Unidos e Brasil.

Segundo a mesma nota de imprensa, antes de chegar à Galiza, o submarino já estava a ser seguido. “As investigações começaram quando o Centro de Análises e Operações Marítimas na área do Narcotráfico (MAOC) alertou o Centro de Inteligência contra o Terrorismo e Crime Organizado (CITCO), sobre uma embarcação suspeita que se dirigia a Espanha pelo Atlântico carregada de cocaína”, informa o Ministério, referindo ainda: “Nesta primeira fase, a colaboração da polícia do Reino Unido foi fundamental para a posterior interceção do submarino. Na operação também participaram as polícias de Portugal, Estados Unidos e Brasil”.

O submarino foi intercetado pela Agência Tributária, Guarda Civil e Policia Nacional espanholas, a escassas milhas da praia de Hío, em Morrazo (Pontevedra). A embarcação encontra-se no porto de Aldrán, em Cangas. Trata-se de um “artefato de fabricação artesanal, em fibra, com capacidade e autonomia para transportar entre três e cinco toneladas de cocaína”.

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