Um STF para chamar de meu

O presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha Sergio Amaral/STJ/Flickr

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Um dos motivos para se decretar a prisão preventiva de alguém é o risco de o suspeito fugir ou trabalhar para obstruir a justiça.

Considerando-se que Fabrício Queiroz faltou a quatro audiências no Ministério Público e ficou mais de um ano escondido, é óbvio que trabalha para obstruir a justiça e que pode fugir. Considerando-se que Marcia Aguiar, mulher de Queiroz, já fugiu (está foragida), é óbvio que trabalha para obstruir a justiça e que pode fugir.

Por isso, a decisão de conceder prisão domiciliar a Marcia e a Queiroz, tomada pelo ministro João Otávio de Noronha, do STJ, é das mais absurdas de que se tem notícia em um país notório por decisões judiciais absurdas.

O que se diz é que Noronha está no páreo para uma das vagas que serão abertas no STF durante o governo Jair Bolsonaro. É uma vergonha que Bolsonaro possa usar uma vaga no Supremo como moeda de troca, mas não espanta. É um escárnio que seja sequer concebível que alguém, especialmente um ministro de tribunal superior, conceda favores espúrios em troca de um cargo, mas não espanta.

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O que é espantoso é que alguém, depois de ter visto o que ocorreu com Gustavo Bebianno, Santos Cruz e Sergio Moro, ainda acredite que Jair Messias Bolsonaro entrega o que promete.

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