“Visão paroquial e regional”. Rui Rio diz que a TAP cometeu um “erro crasso”

O líder do PSD, Rui Rio, diz que a providência cautelar interposta pela Associação Comercial do Porto para suspender a injeção de 1200 milhões de euros na TAP resulta de um “erro crasso” da companhia aérea que foi o de privilegiar a capital.

“A situação decorrente tem a ver, na minha opinião, com um erro crasso da TAP que foi o de olhar para o país numa visão paroquial, regional e assumir-se como uma empresa regional que só olha aqui para uma região do país. Por mais importante que ela seja, só olha para uma região do país”, afirmou Rui Rio à saída da audiência em Belém.

Para Rui Rio, numa empresa com uma “visão regional” como a TAP não pode ser o Estado central a injetar dinheiro, sendo que a solução ideal seria o aumento de capital ser feito pelos privados. “Mas considerando que não é assim e que é o público que tem que meter dinheiro, então o Estado tem que ter o controlo da TAP na exata proporção do dinheiro dos impostos que os portugueses lá metem”, acrescentou.

Sublinhando que a gestão da TAP não tem sido “fantástica”, visto que a empresa continua a acumular prejuízos, Rui Rio criticou ainda o facto de a administração ter pedido dinheiro para pagar salários, que não sofreram os cortes que foram aplicados aos trabalhadores de outras empresas que estiveram em lay-off.

“Quando temos situações de fragilidade como a da TAP, temos que ser muito coerentes para gerar o apoio daqueles que pagam o apoio que a TAP quer receber, que são os contribuintes”, sustentou.

Esta terça-feira, o Supremo Tribunal Administrativo aceitou a providência cautelar interposta pela Associação Comercial Portuense contra a TAP, na sequência de queixas de vários organismos contra o plano de serviços mínimos da companhia aérea no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Com esta ação, fica suspensa a injeção de 1,2 milhões de euros de dinheiro público na companhia aérea.

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