Wellington admite manter Caravana da Transformação se for governador

Por Laíse Lucatelli

O senador e pré-candidato a governador pela oposição, Wellington Fagundes (PR), admitiu a possibilidade de continuar com a Caravana da Transformação se for eleito governador e concluiu que o programa é positivo. A caravana foi criada em 2016, no governo Pedro Taques (PSDB), e se tornou o principal evento da atual gestão, levando cirurgias de catarata e atendimentos de cidadania a diversos polos no Estado.

Ele disse que, até às eleições, vai avaliar os gastos com a caravana e os resultados conseguidos para definir se o projeto merece ter continuidade em seu eventual governo. Taques realizou 12 edições da caravana em diferentes regiões de Mato Grosso, e realiza a 13ª na capital. Até o momento, foram feitas cerca de 50 mil cirurgias oftalmológicas em todo o programa, segundo o Gabinete de Comunicação (Gcom).

“Toda iniciativa que tem bom resultado tem que ser aplaudida. Vamos ter que fazer um balanço até às eleições de que forma foram os gastos da caravana e os resultados para saber o custo-benefício. Se o custo-benefício for válido, ótimo. Se eu como governador considerar como algo positivo, vou dar prosseguimento”, afirmou.

Apesar de admitir incorporar a ideia ao seu eventual programa de governo, o senador afirmou que a caravana não é uma política de saúde pública. “A caravana não pode ser tida como um programa de saúde. É um mutirão que está sendo feito”, observou.

A caravana tem recebido diversas críticas da oposição, inclusive de ex-aliados do governo, como o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT), que disse que o projeto representa 6 mil anos de atraso, e que o governo deveria usar os consórcios intermunicipais de saúde para fazer cirurgias, em vez de usar a estrutura itinerante.

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