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Nesta semana, cerca de 50 profissionais da Saúde participaram da capacitação com o tema “Manejo Clínico das Hepatites Virais B e C”, entre eles médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos em saúde, das redes pública e privada da saúde do Município de Várzea Grande. A capacitação reforça as ações articuladas orientando os profissionais sobre a correta notificação da doença e cuidados, além de ampliar para a população as informações sobre o tratamento contra a hepatite.

Ministrada pelo médico Hepatologista Edinaldo Zironde, integrante da Rede Pública de Várzea Grande, a intenção foi oferecer informação detalhada e com qualidade para que mais profissionais que atuam na rede de saúde possam identificar sinais da enfermidade e também para saber como proceder diante de alguém que tem a patologia, além de notificação correta de surgimento de casos para a Vigilância em Saúde.

“O objetivo principal é o planejamento e aprimoramento das ações de atenção, prevenção e vigilância das Hepatites Virais em Várzea Grande. Dessa forma, enfatizando também as ações de prevenção, incluindo o estímulo da população para a imunização contra a hepatite B, diagnóstico e o tratamento adequado. Vale reforçar que a hepatite B não tem cura ainda, mas tem tratamento e pode ser evitada com a vacina disponível na rede pública. Já a hepatite C não tem vacina, mas tem cura. O tratamento é oferecido no SUS. Os medicamentos também só são ofertados pela Rede SUS. Por isso da importância das notificações a nossa Vigilância em Saúde”, explicou o Hepatologista, Edinaldo Zironde.

Zironde também frisou que icterícia (popularmente conhecida como o amarelo do olho e da pele), dor abdominal, alterações na cor das fezes ou da urina e alterações no fígado podem ser indícios de hepatite e precisam ser investigadas. “No SUS dispomos de tratamento gratuito, o que é um grande avanço. Tanto o paciente da Rede Pública ou Privada, podem acessar os medicamentos que só o Sistema Único de Saúde tem de forma gratuita”, disse ele.

Para o secretário Municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, a intenção da Prefeitura de Várzea Grande ao capacitar profissionais sobre uma determinada patologia, no caso sobre as hepatites virais, ajuda a Saúde Pública no seu planejamento de atuação frente às doenças. “Acredito que o conhecimento é tudo em cada profissão, principalmente na saúde que é complexa e possui um universo enorme de doenças que surgem e acometem a população em geral. Para o diagnóstico correto e tratamento, como no caso das hepatites virais, o SUS oferece tratamento a todos, independente do grau de lesão do fígado. As hepatites virais, do tipo B e C, são doenças crônicas e silenciosas. Levam anos para se desenvolver no organismo, segundo os especialistas, e quando os sintomas surgem, a doença já está em estágio avançado. As Redes de Saúde capacitadas podem evitar muitas mortes por hepatites e proporcionar o tratamento adequado”.

No caso dos técnicos em Vigilância, a qualificação contou com informações o que prevê o Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais (PNVH), do Ministério da Saúde (MS). Os temas abordados para os médicos foram voltados para a parte de diagnóstico, assistência e tratamento da doença. Já para técnicos, os temas envolveram a notificação, preenchimento adequado das fichas de investigação das hepatites virais e marcadores sorológicos das hepatites.

O Programa Nacional é constituído por três níveis assistenciais: níveis I (atenção básica), II (Assistência Ambulatorial e Hospitalar de Média Complexidade) e III (Assistência Ambulatorial e Hospitalar de Alta Complexidade), explicou o coordenador do Serviço de Assistência Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE-CTA) de Várzea Grande, João Paulo Alcântara Ortega.

João Paulo explicou que as ações básicas de saúde voltadas para as hepatites virais, relativas à sua prevenção e à promoção da saúde para toda a população, bem como os processos de identificação de portadores da doença e de assistência básica dos casos identificados, são prestadas por equipes do Programa de Saúde Família (PSF), postos, centros de saúde e do Centro de Testagem e Aconselhamento-SAE/CTA.

Já a assistência ambulatorial e hospitalar de média complexidade compreende a execução de ações de diagnóstico, fazer os marcadores sorológicos complementares, biópsia se necessário e o tratamento dos portadores da doença. A alta complexidade consiste na execução de ações de diagnóstico e tratamento dos portadores de hepatites virais, de acordo com o previsto para seu nível de complexidade.

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