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O torneio cresceu por diversos motivos, em especial porque o Brasileirão passou a ser por pontos corridos, a partir de 2003, e a saudade de jogos eliminatórios (o famoso mata-mata) e de decisões de verdade fez com que o torcedor voltasse a atenção para ele. E junto com isso, vieram os patrocínios, as cotas de TV e, por fim, o aumento substancial da premiação.

Por isso, o sorteio para as oitavas de final, nesta terça-feira (7), chamou tanto a atenção. A começar pelo fato de que quem levar a melhor, ao fim dos dois jogos, e passar às quartas-de-final, embolsará R$ 3,9 milhões, e como os times não foram divididos pelo ranking da CBF, era possível termos jogos bem chamativos.

Os dois clássicos paulistas reúnem quatro equipes que estão entre as 10 primeiras do ranking:  Corinthians (10º) x Santos (6º) e São Paulo (7º) x Palmeiras (2º); no outro grande clássico, o Galo é o terceiro do ranking e o Rubro-Negro, o primeiro. Ou seja, três ficam pelo caminho. Por outro lado, é certo que teremos dois acima da 15ª posição, com os confrontos Atlético-GO (16º) x Goiás (23º) e América-MG (15º) x Botafogo (18º).

O outro clássico regional será Fortaleza (11º) x Ceará (13º); completam a fase Bahia (12º) x Athletico-PR (5º) e Fluminense (9º) x Cruzeiro (14º).

Chega a ser curioso, mas eu digo, com certeza, que não há, nesses oito jogos, um favorito sequer.

A Copa do Brasil é disputada nos moldes de competições similares da Europa, como as Copas da Inglaterra, do Rei e a Taça de Portugal. Quando a Copa União surgiu, em 1987, reduzindo o número de clubes no Brasileiro, as federações estaduais ficaram descontentes, pois várias delas deixaram de ter representantes numa competição nacional. Dois anos depois nascia a nova competição, disputada por 32 clubes, depois 40, passando por 69 (em 2000), indo para 64 por 12 anos (de 2001 a 2012), subindo para 86, 91 e, finalmente, 92, com 12 equipes já classificadas para a terceira fase – os representantes brasileiros na Copa Libertadores, o campeão da Copa Verde, da Copa do Nordeste e da Série B.

Dezesseis times já foram campeões, e o Cruzeiro é o maior deles, com seis conquistas. Grêmio (cinco), Palmeiras (quatro) e Corinthians e Flamengo (três cada um) vêm em seguida no ranking. O Tricolor gaúcho foi o primeiro a levantar a taça, mas o primeiro gol da Copa do Brasil foi marcado pelo atacante Alcindo, do Flamengo, na vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu.

Com o início das oitavas-de-final, será que veremos alguma marca especial ser batida ou ao menos repetida?

A maior goleada da história aconteceu em 1991: Atlético-MG 11 a 0 no Caiçara.

Em 2003 o Cruzeiro venceu a Copa do Brasil e o Brasileirão, feito repetido pelo Atlético-MG em 2021.

Em 2020, o Palmeiras venceu a Copa do Brasil e a Copa Libertadores, esse feito ainda inédito.

Já ocorreram três finais com clubes do mesmo estado: 2006 (Flamengo x Vasco), 2014 (Atlético-MG x Cruzeiro) e 2015 (Palmeiras x Santos).

O Sport de Recife (2008) é o único campeão fora do eixo Sul-Sudeste.

Em 2014, houve a maior virada dos mata-matas: América-RN 5 a 2 sobre o Fluminense, no Maracanã, após perder por 3 a 0 em casa.

Agora é aguardar.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

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