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O PSD questionou este domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre as dificuldades que os portugueses estão a viver em Xangai, nomeadamente a falta de bens essenciais, como acesso a saúde e comida, devido às medidas restritivas que foram impostas para controlar a pandemia de covid-19.

Numa pergunta dirigida, através da Assembleia da República, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, os deputados do PSD Ricardo Baptista Leite e Tiago Moreira de Sá alertam que na sequência do aumento do número de infeções por covid-19, as autoridades de saúde de Xangai, na China, determinaram novas restrições, sendo uma das que está em vigor é o impedimento de sair de casa para ir ao supermercado, registando-se “dificuldades nas encomendas de água e alimentos, através das plataformas online”.

E adiantaram que chegou ao conhecimento do Grupo Parlamentar do PSD que um conjunto de famílias portuguesas residentes em Xangai se encontra nesta situação, “a passar enormes dificuldades, sem acesso a bens essenciais, em especial, comida”.

Apesar dos contactos junto do Consulado Geral de Portugal em Xangai, de acordo com o mesmo texto, “os serviços consulares não se têm mostrado aptos para prestar apoio a estas famílias portuguesas”.

Face “a esta situação grave e urgente” e considerando que “devem ser proporcionadas as melhores condições à comunidade portuguesa residente em Xangai”, os deputados do PSD perguntaram ao Governo “quantos portugueses já pediram apoio aos serviços consulares devido às atuais regras restritivas.”

E questionaram também “que plano e que medidas concretas e urgentes têm sido ou vão ser tomadas pelo Consulado-Geral para, a curto prazo, sejam devidamente apoiados os portugueses e respetivas famílias residentes em Xangai.”

Em Xangai, a ‘capital’ financeira e a cidade mais populosa da China, as autoridades impuseram um bloqueio total, que limitou o acesso dos habitantes a cuidados de saúde, alimentos e outras necessidades básicas.

Na segunda-feira, as autoridades de Xangai disseram que a cidade permaneceria indefinidamente fechada – o que significa que os moradores não podem sair das suas casas – durante a realização de uma campanha de testes em massa.

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