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<p></p><p></p><p>O último domingo (22) começou de forma comum para a maioria das famílias da quadra 202 do Setor Habitacional Sol Nascente (SHSN). Enquanto os adultos estavam em casa descansando ou preparando o almoço, as crianças brincavam na rua, próximo ao Instituto Abraço Solidário, que ajuda a comunidade e acolhe os pequenos com aulas de esportes como karatê, capoeira, judô e boxe, além de outras.</p><p></p><p></p><p>Por volta das 14h30, porém, Francisca Katiane da Silva, de 35 anos, ouviu as amigas gritarem do portão com urgência. A filha, Maria Eduarda da Silva Moura, de 10 anos, havia sido atropelada juntamente com quatro amigas enquanto iam para um parquinho em Ceilândia. “E aí foi só desespero. Corremos e quando chegamos, nos deparamos com a cena do acidente. O resto foi a corrida aos hospitais”, contou a mãe sobre o que aconteceu naquele domingo.</p><p></p><p></p><p>“Como a gente tem nosso instituto na nossa quadra do Sol Nascente, meio que é o ponto das crianças se encontrarem lá, até mesmo no fim de semana. Eu estava em casa fazendo o almoço imaginando que elas estavam lá. Em momento algum pensei que elas fossem atrás de outros parquinho para poder brincar”, destacou. “Graças a Deus o atendimento foi muito rápido e estou com ela aqui sem machucados graves”</p><p></p><p></p><p>Duda, apelido na família e na comunidade, foi a primeira menina a receber alta do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) por não apresentar nada além das escoriações decorrentes da batida do carro. Ela era a mais consciente depois do acidente – apesar de não ter conseguido reconhecer a mãe imediatamente após a colisão –, mas foi liberada já na segunda-feira para casa ao ter as confirmações de que tudo estava bem pelos exames.</p><p></p><p></p><p>“Foi uma cena que e uma situação que eu não desejo para ninguém. A gente correu para o hospital e ela teve que ser medicada porque estava muito nervosa, não estava falando coisa com coisa. Mas aí foram feitos todos os exames possíveis e não se constatou nada grave. […] Estamos aqui agora só nos recuperando do susto, porque foi um susto bem grande”, disse Katiane.</p><p></p><p></p><p>Duda conta que estava brincando na casa de uma das amigas, e uma delas teve a ideia de ir para o parquinho em Ceilândia. Por precaução, chamaram um primo da colega para acompanhá-las e não irem sozinhas, e então foram. Ester Isabele, também de 10 anos, ressaltou que deveriam atravessar na faixa de pedestres. Na primeira, tudo deu certo.</p><p></p><p></p><p>No segundo cruzamento, porém, mesmo com o sinal das pequenas, “o cara não parou”, disse Duda. Daí para frente, a garota não lembra de mais nada até a chegada no hospital.</p><p></p><p></p><p>Em casa, ela está se recuperando cada vez mais, e espera com ansiedade o retorno das amigas para a comunidade para que possam brincar novamente, fazer danças inspiradas nas redes sociais, e praticar karatê, esporte que todas gostam. Duda, em abril, recebeu medalha de destaque em uma competição em que participou.</p><p></p><p></p><p></p><p></p><p></p><p>Para o retorno das amigas, ela está confeccionando pulseiras com o apelido de cada uma, para que tenham mais uma ligação de amizade. A de Bela (Isabele), que saiu na última quarta-feira (25) da UTI do Hospital de Base (HB), está pronta. Atualmente, ela se recupera na Enfermaria Pediátrica do HRC e em breve deve receber alta.</p><p></p><p></p><p>Em nota, o IgesDF, que gerencia o HB, informou que as duas crianças de 6 anos “iniciaram protocolo de redução de sedação objetivando avaliação neurológica e desmame ventilatório”, indicando melhora do quadro de saúde. “A que encontra-se em estado mais grave, de 4 anos, fará nova tomografia de crânio de controle. Para esta, ainda não há previsão de início das medidas adotadas nas outras duas”, completou o órgão.</p><p></p><p></p><p>“Enquanto as meninas não se recuperarem, é um pedacinho meu coração que está lá [no hospital]”, afirmou Katiane. “A gente deseja que elas voltem logo para casa e se recuperem. A torcida, com orações, está muito grande. Não só aqui, como também quem está acompanhando [o caso]. […] Aqui cada mãe é um pouco mãe de cada criança, e vice-versa. E a gente está aqui na torcida, firme e forte na fé, para logo logo termos boas notícias delas.”</p><p></p><p></p><p></p><p></p><p></p><p></p><p></p><p>No dia do acidente, as crianças estavam atravessando a rua na faixa de pedestres quando foram atingidas pelo Volkswagen Fox branco que F.M.S. dirigia. O homem tentou fugir, mas foi parado por motociclistas na mesma avenida, cerca de 200 metros à frente de onde aconteceu o atropelamento.</p><p></p><p></p><p>Na última terça-feira (24), a Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão do homem de 54 anos que atropelou as cinco meninas – uma de 5, duas de 6 e duas de 10 anos de idade – em Ceilândia, identificado como F.M.S. O tempo de reclusão permanece indeterminado. Por enquanto, ele permanece preso por mais 90 dias até que haja outro julgamento sobre o caso.</p><p></p><p></p><p>O motorista está sendo autuado por lesão corporal dolosa na direção de veículo automotor qualificado pelo estado de embriaguez. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pelo artigo 303, parágrafo 2º, ele poderá cumprir pena de dois a cinco anos de prisão. Ele dirigia sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).</p><p></p><p>O post Desespero marcou mãe de criança atropelada apareceu primeiro em Jornal de Brasília.</p>
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