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“Não tenho conhecimento de ninguém que discorde da posição da direção e da minha relativamente à inviabilidade de termos um processo referendário em 2024, mas sei que há muito no PSD quem tenha opiniões divergentes quanto à matéria de fundo, mas não estamos a promover esta discussão”, afirmou Ana Abrunhosa.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa durante a intervenção na sessão de inauguração do Centro Infante Dom Henrique, novo edifício do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), no âmbito das comemorações do Dia da Europa, em Évora, 9 de maio de 2022. PAULO NOVAIS/LUSA
© Paulo Novais/Lusa
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse esta quarta-feira respeitar a opinião do novo líder do PSD, Luís Montenegro, quanto à regionalização, mas sublinhou que o Governo está agora focado na descentralização.
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“Ouvi as declarações do novo presidente do PSD com o maior dos respeitos, respeitando obviamente a sua opinião, mas também quero transmitir que o principal foco do Governo neste momento é a descentralização”, disse Ana Abrunhosa.
A ministra, que falava à margem da 57ª edição da Capital do Móvel, evento organizado pela Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) e que decorre em Lisboa, comentava assim a posição de Luís Montenegro que, na terça-feira, alargou a sua objeção a um referendo à regionalização.
Na terça-feira, no final de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o novo líder do PSD foi questionado sobre algumas críticas que surgiram dentro do seu partido quando rejeitou no congresso um referendo à regionalização no próximo ano, como pretende o Governo.
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“Não tenho conhecimento de ninguém que discorde da posição da direção e da minha relativamente à inviabilidade de termos um processo referendário em 2024, mas sei que há muito no PSD quem tenha opiniões divergentes quanto à matéria de fundo, mas não estamos a promover esta discussão”, afirmou, dizendo que o partido quer focar-se noutras matérias que considera prioritárias para os portugueses como a saúde ou a educação.
Sobre a matéria de fundo, Montenegro considerou que não faz sentido avançar para “uma discussão estéril sobre o nada”, não havendo perspetivas de referendo, e alargou a sua objeção a esta consulta popular até final da legislatura.
“Sou absolutamente contra a realização de um referendo em 2024, para que não haja equívocos. E, naturalmente, que não havendo um referendo em 2024 — que já teria de se conciliar com eleições europeias e regionais nos Açores – não é em 2025 com eleições autárquicas ou em 2026 com presidenciais e legislativas que a oportunidade se vai abrir”, defendeu.
Hoje, a ministra da Coesão Territorial sublinhou que o Governo está “muito empenhado em trabalhar de forma muito próxima com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses e em fazer o diálogo com os presidentes de câmara”.
“Já disse várias vezes que, se não fizermos bem a descentralização, não vale a pena pensar na regionalização. Neste momento, é extemporâneo estar a falar de regionalização enquanto não dermos provas de que fizemos bem a descentralização”, frisou.
A responsável assumiu-se como “uma regionalista”, lembrando que o Governo tem no seu programa o objetivo da regionalização e que “a maior parte dos autarcas são a favor”, mas frisou que têm de se “dar passos consolidados”.
“É com grande respeito que ouvimos a opinião do Dr. Montenegro líder da oposição, mas o foco agora é mesmo a descentralização”, reiterou.

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