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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários, concluiu o inquérito que apurava suposto crime de tráfico de influência praticado pelo ex-procurador do Estado, F.G.A.L.F. O fato foi investigado, inicialmente, como desdobramento da Operação Sodoma realizada pela força-tarefa que compunha o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA).

Na ocasião, o ex-procurador solicitou e recebeu no ano de 2012 um cheque no valor de R$ 1 milhão por ter auxiliado no acordo de emissão de cartas de crédito em favor de um grupo de policiais, cuja defesa era patrocinada pela escritório de advocacia do ex-secretário de Administração, C.R.Z, em troca da renúncia/desistência das ações movidas contra o Estado de Mato Grosso.

Na época dos fatos, o ex-procurador atuava na elaboração de parecer do interesse do Governo do Estado, cuja tratativa foi finalizada em seu gabinete, na Casa Civil. Finalizado o “acordo”, o procurador da defesa das ações individuais e coletivas do policiais realizou a venda das cartas de crédito a outro escritório de advocacia, que fez o pagamento em 2 cheques, um deles no valor de R$ 1 milhão de reais, posteriormente destinado ao ex-procurador a título de comissão pela realização do negócio.

Depois disso, o cheque foi “trocado” em uma empresa, cujo dono também era sócio-proprietário de uma factoring, para o ex-procurador do Estado que, em contrapartida recebeu diversos cheques nominais de outras pessoas físicas como forma de dissimular a fraude perpetrada pelo investigado.

Após a conclusão das investigações, ex-procurador foi indiciado pela prática do crime de corrupção passiva, cuja denúncia foi oferecida ao Ministério Público e recebida pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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