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Quando você é uma pessoa negra no Brasil, o simples ritual de sair de casa é acompanhado por algumas orientações e bênçãos dos mais velhos da família, com questionamentos que já se tornaram um tipo de manual de sobrevivência ou um “checklist” de itens para sobreviver ao dia e, principalmente, para garantir o seu retorno.

Ainda hoje, enquanto eu, Ariel Freitas, reviro os bolsos das minhas calças jeans atrás da carteira de identidade e de outros documentos indispensáveis para essa batalha entre mim e uma sociedade que avalia a periculosidade de alguém pelo tom da pele, escuto a voz da Dona Marilene, minha mãe, que me acompanhava até o portão para dizer: “Vai com Deus, filho”.

Vivendo no Rio de Janeiro há dois anos, percebo que essa frase cheia de fé dita pela matriarca da família nos tempos em que dividíamos o mesmo teto em Porto Alegre também representa o contexto que um corpo preto enfrenta em cada esquina da cidade maravilhosa.
Leia mais (08/05/2022 – 19h16)
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