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02/02/2012 11h14 – Atualizado em 02/02/2012 11h14
Vivian LessaDo G1 MT
“Quem vai a Cuiabá e come cabeça de pacu jamais vai embora”, diz um dos ditados populares de Mato Grosso. Não dá para comprovar se os turistas realmente ficam na cidade, mas a qualidade da culinária regional é, de fato, inquestionável.
Pratos com peixes de água doce – como o pacu, matrinxã, pintado e piraputanga – são predominantes, mas vale ressaltar que o cardápio cuiabano incluem outras delícias. O bolo de arroz, o furrundú (doce de mamão), a rapadura e os escaldados são algumas das opções que mais agradam os visitantes.
Tradição
Nem bem o dia amanhece, dona Eulália da Silva Soares, de 78 anos, já inicia o trabalho na cozinha. Desde 1958, quando sua família se mudou da Zona Rural para  Cuiabá, a cozinheira dedica seu tempo ao preparo de bolos de arroz. “Era para ajudar na renda familiar. Quando comecei fazer os bolos, contratava pessoas para vender na porta dos colégios.” A receita atravessou gerações.
Hoje, no local onde são comercializados os produtos, o cliente pode pedir, além do bolo de arroz, o bolo de queijo e a chipa. Cada produto custa R$ 2. No caso das bebidas (leite, café, e chocolate), é cobrado R$ 1 por pessoa. Entre os fornos a lenha e as mesas bem postas, as fotos nas paredes contam a história de dona Eulália e seu famoso bolo de arroz. 
Na hora do almoço, uma boa opção é o Regionalíssimo. O nome retrata bem o que o restaurante oferece: comida regional. Isso inclui Maria Isabel (arroz com carne), farofa de banana, paçoca, arroz com pequi, mojica de pintado, escondidinho de pacu defumado e salada de manga com pacu. O estabelecimento fica também em um local estratégico, dentro do Museu do Rio, ao lado do Aquário municipal.
O proprietário, Jean Biancardini, conta que o restaurante foi criado como um projeto de governo de Júlio Campos, em 1982, e que passou a administrar o empreendimento em 1999. “A ideia era abrir um restaurante focado somente com comida regional”, salienta Jean. A intervenção governamental durou até 2004, quando Biancardini passou a ser definitivamente o dono do restaurante, mas sem alterar o ideal do projeto. Os resultados podem ser observados diariamente. “Atendemos empresários, turistas e os próprios moradores da região de terça a domingo, das 11h às 14h30”.
O médico Antonio Bessa, de 27 anos, trouxe a família do Sul do país para saborear as comidas típicas de Cuiabá. “Eles não poderiam sair de Cuiabá sem experimentar o peixe”. A cientista política Eloíse Bessa, de Brasília, não resistiu à farofa de banana. A professora Regina Sanches, de Pelotas, no Rio Grande do Sul, aprovou a mojica de pintado. “O peixe que comemos aqui é muito diferente e mais saborosol”, conta.
Na baixada cuiabana, cidades vizinhas à capital, o turista pode visitar os restaurantes localizados em Bom Sucesso e na Passagem da Conceição, ambos distritos de Várzea Grande, que integram a Rota do Peixe.
Na peixaria 4R, que fica em Bom Sucesso, a proprietária Rose Magalhães da Rosa, conta que o atendimento é voltado para o turista. Ela ressalta que nos finais de semana chega a receber cerca de 200 clientes.
A variedade de peixes e as diferentes formas de preparo é que também destaca na Peixaria Lélis, que há oito anos é referência em Cuiabá. “A ideia de montar o restaurante veio junto com a necessidade de ter na cidade um local que oferecesse todos os tipos de peixes típicos não só de Cuiabá, mas de Mato Grosso. Temos o pirarucu que é típico do Vale do Araguaia, o matrinxã encontrado em Alta Floresta”, conta o dono Lélis Fonseca Silva.
Outro prato típico diferente, mas que merece destaque é a carne de jacaré. “O turista gosta de novidades. Em determinadas épocas, 85% dos clientes são turistas”, diz Silva. O horário de funcionamento de segunda a sextas é das 18h30 a meia noite.
Mas, se a fome bateu na madrugada, o ponto de encontro mais conhecido é o restaurante Choppão, que fica aberto das 10 horas “até o último cliente sair”, garante o proprietário Fernando Quaresma. O estabelecimento existe há quase 40 anos e já passou por três administrações diferentes, porém o nome nunca foi modificado. O serviço é a la carte.
É ali que os cuiabanos e visitantes se reúnem para provar o mais tradicional prato da casa, o escaldado. “É um prato típico de Goiás que virou tradição em Cuiabá”, conta Quaresma.
O roteiro gastronômico não para por aí. Na cidade, o turista não pode deixar de conhecer outros bares e restaurantes  localizados na Praça Popular, que fazem um mix de tradição regional e culturas de outros estados e países.

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